Capítulo 58

4 de janeiro de 2011

__Dr.Álvaro, telefone pro senhor. – diz a empregada.

__Quem é?

__Benito Rivera.

Álvaro quase engasga e arranca o fone da mão da empregada. Sorri para Pedro e pisca um olho para Rafael antes de atender.

__Alô, Benito! É um prazer falar…

__Eu quero uma resposta sobre a proposta que fiz a vocês. – fala o homem muito secamente – Aceitam ou não?

__Bem, eu… Benito, acho que Rafael quer falar com você sobre isso… – e ele passa o fone para Rafael.

__Benito, será uma honra trabalhar com você! – exclama Rafael – Eu aceito sua proposta sim!

__E Álvaro?

__Vou colocar no viva-voz.

__Benito, eu acho essa proposta muito tentadora e estimulante, mas gostaria de saber alguns detalhes… – diz Álvaro.

__Que detalhes?

__Eu acho um tanto esquisito que tenha nos escolhido assim… Como se diz aqui no Brasil, por nossos belos olhos é que não foi…! Você deve ter um motivo prá entregar suas empresas nas mãos de dois desconhecidos…

__Sim, na verdade, eu tenho algumas condições… Estou dando um voto de confiança a vocês e gostaria que fizessem jus a ele. Normalmente não costumo entregar meus negócios a estranhos, pessoas que mal conheço e de reputação duvidosa… Mas gostei sinceramente de vocês e do trabalho de vocês. Acredito que podem comandar a El Madrid muito bem. Não tão bem quanto eu, é claro. Mas eu tenho algumas condições para que assumam as minhas empresas em seu país.

__Que condições? – pergunta Rafael.

__Se vai presidir a El Madrid, que é uma das maiores empresas do mundo, terá de abrir mão da sua empresa, Álvaro.

__Como assim?

__Não  pode servir a dois senhores ao mesmo tempo… Terá de abrir mão da sua empresa, vendê-la, talvez.

__O quê?! – Álvaro está perplexo…

__Vender é um caminho. Preciso que se dedique totalmente à El Madrid.

__Mas… Minhas empresas… Meus restaurantes, minhas fábricas… A base de toda a minha fortuna são essas em presas, eu não posso me desfazer delas assim de uma hora prá outra!…

__Porque não? Se vender para a pessoa certa, não terá prejuízo algum.

__Pessoa certa? Não entendi…

__Eu! Eu sou a pessoa certa para assumir suas empresas, Álvaro, meu velho! Não precisará se preocupar com elas se vendê-las para mim. Estarão em boas mãos.

__Bem, eu… Ainda não digeri isso muito bem…

__Quanto a você, Rafael, as condições são parecidas. Deve entregar a gerência do restaurante para outra pessoa. E vender a fábrica de Caiçara.

Rafael sorri.

__Por mim, não tem problema! Eu já estou cansado desse restaurante mesmo!… E a fábrica só tem me dado aborrecimento desde que a assumi…!

__Pai! – Pedro está chocado – Como pode fazer isso?!?

__E então, Álvaro? O que me diz?

__Porque não aceitar, meu amor? – diz Raquel.

__É, paizinho! Porque não aceitar? – apoia Bruna.

__Certo… Eu concordo, Benito. Vamos fazer isso.

__Maravilha! E você, Pedro? Aceita minha proposta? Terá de mudar-se para Barcelona e abrir mão do Típico’s.

__Não, eu não aceito sua proposta.

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