Um ano depois…
Um grupo de jornalistas se acotovela à porta do restaurante. O motorista faz uma manobra rápida e entra por uma rua lateral.
__Raça desgraçada! – exclama Álvaro – Vou ligar pro gerente e dizer que vamos entrar pela garagem.
__Que perseguição ridícula! – fala Raquel – Agora a imprensa cismou com a gente!
__E do nada! – completa Rafael – Essa raça quando cisma com uma coisa é fogo!
__Tem certeza que é cisma, pai? – diz Pedro.
__Jornalista é uma praga, meu filho! Quando pegam implicância com alguém…
__Se for rico e famoso então!
__Será que essa implicância não tem um fundamento, pai?
__Tá querendo dizer o quê, Pedro? – indaga Álvaro.
__Você também tá desconfiando de nós, meu filho?…
__Não tô desconfiando de ninguém. Só estou perguntando, pai.
__Pergunta mais idiota, Pedro! – fala Raquel – Que os jornalistas entrem nessa paranóia, tudo bem…! Mas você não!
__Como pode desconfiar de seu pai, Pedro? – ele parece muito ofendido…
__Então não é verdade o que dizem por aí?
__Claro que não! – fala Álvaro – A El Madrid tá muito bem, obrigado!
Pedro não diz mais nada. Os comentários sobre a situação financeira são os piores. Os restaurantes de Benito não estão lá muito bem das pernas… A qualidade e o atendimento caíram muito e são fontes constantes de reclamações dos clientes.
Além disso, o patrimônio dos Agostine não para de crescer ao passo que as finanças da El Madrid estagnaram… Tudo isso não parece suspeito? É o que Pedro acha. Está realmente desconfiado. E conhecendo o pai e o sogro como conhece, não se surpreenderia que os dois estejam dando um golpe em Benito.

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