A mulher de sorriso fácil e jeito meigo coloca um prato de sopa ao lado da cama onde Júlia está.
__Você precisa se alimentar, querida. Amanhã vou te levar pro hospital.
__Eu quero saber da minha família… Deve tá procurando por mim…
__Depois a gente vê isso, filha. Agora come e tentar dormir mais um pouco. Amanhã cedinho vou te levar pro hospital.
__Mas… Eu quero saber o que aconteceu comigo… Com a minha família… Eles tem de saber onde tô!…
__A gente cuida disso depois. Eu prometo. Agora come. Ainda tá com muita dor?
__Tô, dói muito… A cabeça e o rosto arde, as perna… Por favor…
__Não fale agora, procura ficar calma! Pode ficar tranquila que eu tô aqui do lado, no outro quarto. Se precisar, se sentir alguma coisa, pode me chamar. – ela sorri – Meu nome é Sílvia.
O mais incrível nisso tudo, é que lá no fundo de seu coração, ela sabe muito bem o que aconteceu…
Bruna preparou uma armadilha para ela. E tentou matá-la colocando fogo no galpão… Mas e quanto a Pedro? E os seus pais? O que aconteceu enquanto estava desaparecida?
Bem, ela ainda está desaparecida. Júlia não sabe onde está, se ainda está em Caiçara ou se está em outra cidade… Nem sabe por quanto tempo realmente ficou desacordada.
Mas uma coisa ela sabe: sua vida mudou completamente depois desse acidente. Talvez nunca mais volte a ser como antes.

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