Não foi uma briguinha a toa. Não foi como das outras vezes. Dessa vez, Bruna foi muito cruel com Pedro. Deixou claro sua posição neste relacionamento… Para ela, Pedro é como um briquedo, um troféu, algo que ela sempre quis ter… Se há amor da parte dela, demonstra de uma forma muito esquisita. Talvez ela o ame de verdade, mas sua ambição é maior do que seu amor.
Pedro ficou arrasado com o que aconteceu e tentou amenizar a situação depois, mas Bruna não quis saber de conversa.
__Eu vou prá casa dos meus pais. – ela disse enquanto fazia a mala – Tô cansada de dar murro em ponta de faca! Esse casamento já deu o que tinha prá dar.
__Como assim? Tá querendo dizer o quê?
Bruna deu uma risada.
__Você é idiota ou só se faz de idiota?! Eu quero me separar de você, Pedro. Não quero mais estar casada com você. Não desse jeito em que estou. A gente pensa muito diferente, quer coisas diferentes da vida… – ela pega a mala e caminha até a porta do quarto – Eu ainda sou jovem, quero aproveitar minha juventude prá ser feliz! Não nasci prá sofrer, prá viver mediocremente como muitas mulheres…! Não sou mulher de derrota, sou mulher de vitória. Você não pode me dar o que eu espero de um homem, de um casamento. Não tô a fim de fazer sacrifícios em vão!
__Acha que só você tá sofrendo nessa estória? Só você fez sacifícios por esse casamento? – ele se aproxima dela – Acha que só você está insatisfeita com o casamento? Pois saiba: eu também fiz sacrifícios. Você também não pode me dar o que espero de uma mulher. Mas eu não quero a separação, Bruna. Acho que ainda temos uma chance.
__Chance de quê? Você vai mudar e se transformar no homem que eu preciso ao meu lado? Eu vou mudar e virar uma heroína de filme romântico? Não. Nada disso vai acontecer. Tivemos uma chance de ter uma vida melhor, mas você a deixou escapar. Prá mim não dá mais, Pedro.
__Bruna, espera. Vamos conversar com calma…
__Calma nada! Eu tô cheia de conversar! Tô cheia desse seu jeito”fora de órbita”! E eu sei que você ainda gosta daquela vadiazinha caipira, Pedro.
__Júlia tá morta, Bruna.
__Não prá você. Eu sei que não. Aquela infeliz ronda a nossa vida há anos como um fantasma! Eu não vou disputar você com um fantasma. – ela abre a porta do quarto e sai.

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