O convite do casamento. Muito chique e ao mesmo tempo jovial e moderno. Bem ao estilo de Bruna!… A Igreja da Candelária está cheia, numa mistura de convidados, reporteres e curiosos… O casamento do ano! É notícia no país inteiro, talvez até na pequena e insignificante Caiçara. Aliás, o prefeito Mateus foi convidado. Mas não pode comparecer por motivos políticos…
A cerimônia é realizada com um pequeno atraso. O noivo se atrasou. Pedro estava um tanto melancólico ontem e por pouco não desistiu do casamento. Mas acordou hoje pensando que sua vida precisa continuar a despeito de tudo o que aconteceu…
Bruna está linda, radiante, triunfante…! E a família Agostine também. Álvaro apesar de sentir a oscilação de Pedro, acredita que ele fará sua filha feliz. Já Rafael Moura não poderia estar mais satisfeito: recuperou seu restaurante e com ele sua reputação também e ainda ganhou um cargo importante nas empresas de Álvaro. E ele espera que este casamento dure muitos e muitos anos…
Uma festa esplendorosa na mansão dos Agostine fecha com chave de ouro a união de Bruna e Pedro. É estranho, mas Pedro não consegue parar de pensar no que aconteceu em Caiçara… Ele lembra do seu romance com Júlia, dos planos que fizeram e também da tragédia que tirou a vida dela… Uma sensação muito esquisita, inexplicável.
__Você tá legal? – pergunta Paula.
__Sim, eu tô ótimo.
__Ótimo é um pouco demais prá minha inteligência, irmãozinho!…
__Eu tô bem, não se preocupe. Acho que é por causa dessa agitação toda…
__Eu te desejo sorte, Pedro. Que você seja feliz nesse casamento. Que ele não seja um casamento de mentira, como me parece ser, mas um casamento de verdade, com amor de verdade. – ela beija o irmão no rosto.
__Obrigado, querida. E tomara que você pegue o buquê!
__Deus me livre! Pegar o buquê de Bruna é azar na certa por uns cem anos!
__Paula, que exagero!
__Prefiro ficar solteira, encalhada do que me arriscar a pegar esse bendito buquê!
__Olha só como tem jornalista aqui!
__Tem jornalista até de Caiçara, sabia?
__Não. Isso com certeza é coisa do prefeito…!
__Acertou. O infeliz não veio porque tá as voltas com a política, mas mandou seu “olheiros”…

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