Lígia respira fundo antes de começar a falar.
__Eu conversei com minha mãe, dona Anadyr. E ela até que não achou ruim eu ir pro estrangeiro… Pensou no meu melhor, claro. Então, eu também pensei e repensei as coisa que a senhora me disse… Tomara que seje bom prá mim…! – ela dá um sorriso tímido.
__Você aceita?
__Pois é… Antes de aceitar eu tenho que contar umas coisa prá senhora e pro seu Benito… Umas coisa de mim que vocês precisa saber.
__Pode falar.
__Se depois disso que eu vou contar o seu Benito não quiser me levar prá Espanha, vou entender.
__Pode falar, Lígia. Estou ficando aflita!… Que coisa é essa tão séria assim?…
__Primeiro… Vou começar do começo. O meu nome não é Lígia. É Júlia.
__Ah!
__Eu nem sou de Minas Gerais, sou do Rio de Janeiro… E também a Sílvia não é minha mãe. – a voz dela tem um tom entre o triste e o aliviado…
__Oh, meu Deus… Que estória confusa!
__Pois é. É confusa mesmo. Mas eu vou contar tudinho prá senhora, dona Anadyr. E se ainda confiar em mim, querer me levar pro estrangeiro mesmo assim… – Lígia sorri, embora seus olhos estejam cheios de lágrimas… – Eu vou agradecer muito.
__Por favor, conte logo. O que aconteceu com você?

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