Assim que desce do avião ela vê uma multidão de fotógrafos e jornalistas se acotovelando próximo a pista.
Jaila Rivera coloca os óculos escuros, ajeita o vestido e dá um sorriso leve.
__Esse povo quer me entrevistar ou fuzilar? – ela diz apertando o passo quando um repórter tenta aproximar-se e segura o braço dela.
__As duas coisas, talvez. – responde Anadyr com uma risadinha.
Mas Jaila passa pelos jornalistas sem dar uma palavra. Entra no carro que a espera na porta do aeroporto e segue para sua mansão.
__Devo avisar de sua chegada? – pergunta Lorenzo.
__Claro que não. Quero que seja uma surpresa!
__Eles vão enlouquecer isso sim!
__Ótimo! Vai ser maravilhoso estar frente a frente com aquela gente…!
__Não acredito nisso. Não pode ser tão fria, Jaila!
__Querida, eu mal conheço essas pessoas! Estou muito curiosa para saber como eles se saíram nesses anos todos…!
__Tem certeza disso? Quer mesmo prosseguir com isso? Ainda tá em tempo de voltar e…
__Eu não tenho mais tempo, Anadyr. Não há como voltar atrás agora.
__Mas…
__Nada de relutâncias, Anadyr! Devemos agir com firmeza de propósito! – ela sorri ao ver que estão diante da mansão – Acho que chegamos. Vamos entrar?
A mansão que um dia pertenceu à Álvaro Agostine, agora é propriedade de Jaila Rivera, viúva de Benito Rivera. e ela entra com o pé direito, altivamente, com um leve sorriso de triunfo nos lábios…
__Lorenzo, reúna os empregados. – diz Jaila – Quero falar com eles.
__Tem certeza de que quer fazer isso hoje, Jaila? Não quer esperar um pouco, se preparar primeiro…? – pergunta Lorenzo.
__Estou preparada. Há dezoito anos. Agora reúna os empregados no escritório, por favor. Chegou a hora deles conhecerem sua patroa.

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